Estive a estimar a importância da leitura em minha vida. Cheguei à conclusão que esta prática aflorou consideravelmente minha imaginação e meus sentidos. Percebi quão gostoso é viajar quilômetros sem sequer erguer-se da cama, degustar os mais diversos sentimentos e esquecer aquela realidade rotineira, tão real!
Como me fez bem sentir o gosto da rapadura com farinha que alimentava o garoto, castigado pelo calor, mais tarde, Justino, o orador da turma; torcer para que Helena não fosse irmã de seu amado; "hipopotear" por aí pelos tempos; esperar cair o pano e acompanhar o brilhante desfecho descrito pelo sempre digno de admiração Hercule Poirot, além de perceber traços seus, o leitor, em seu fiel escudeiro, o tão humano Hastings. Sentir-se o juíz do "Caso Capitu", a defendê-la ou culpá-la insatisfatoriamente.
Ah! Viajar toda a Roma ao pé de Robert Langdon e seu relógio do Mickey; ser tomado pela tristeza ao imaginar o beijo tardio e póstumo pregado pela pequena ladra de palavras em seu pobre amigo; sofrer e definhar com Júlia e Luísa, a primeira, por sonhar demais, a segunda, por cair nas graças do seu primo Basílio (safado), ambas erradas, mas não menos sofredoras.
As sensações são diversas e completas. Incríveis. Não importa a década, a história, o século, o tema. Abra a porta e deixe que as palavras e invenções de alguém adentrem!
Enfim. Não li muitas, nem poucas histórias, mas o suficiente para concluir que estas me fascinam.