"Não era normal. Nunca faltava à aula, estudar lhe dava prazer, não gostava daquilo que atraía a multidão. Adorava conversar e, por mais que não aparentasse, essa era a raiz de seus problemas, apreciava o amor. Não tinha muitos amigos, atribuía isso a sua timidez. Aliás, a timidez era a culpada de tudo! Guardava todo e qualquer sentimento para ela mesma; confidenciava somente a Deus, que ouvia e, naturalmente, não respondia. Pobre criatura. Não sabia se deixar amar.
Suas características, embora fossem estranhamente oscilante, na maior parte do tempo apontavam para uma fortaleza analítica e crítica. Assim, nada entrava ou saía de sua alma sem que fosse minuciosamente analisado.
Como o tempo não pára, dias se passaram e ela sentiu que algo mudara. Sim. Cada vez que não deixava expresso aquilo que estava de fato sentindo (e não apenas o que estava pensando), seu corpo inchava. E inchou. Inchou. Até que numa tarde qualquer, como um balão cheio de ar, explodiu. Foi. Seu corpo partiu-se em pedaços pequeninos que foram espalhados pela brisa.
Ninguém presenciou ou soube o que aconteceu, afinal, quem, além de ela mesma, conhecia a verdade?"
Moral 1: Êpa! Isso não é uma fábula.
Moral 2: Só as fábulas têm moral explícita.
Moral 3: Deixe a preguiça de lado e pense.
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