Não há ninguém pior que você (ou possivelmente sua mãe, possivelmente) para dar uma descrição de você mesmo. Ninguém. Mesmo sem querer, o texto seria tão tendencioso e suspeito quanto a resposta de uma costureira quando perguntada se o vestido que acabara de fazer é bonito. Porque ninguém consegue de fato perceber sua própria essência. O modesto não vê o que tem de melhor. Alguém (algum adjetivo específico?), pelo contrário, vê demais até. A verdade é que a resposta para o que de fato você representa não é você quem diz, mas sim, aqueles ao seu redor. A exemplo de uma pessoa, cujo nome não lembro no momento e nem quero dar os créditos ao sujeito errado, penso que sou o que as pessoas dizem que sou. É como um espelho. Se há uma opinião formada sobre mim, mesmo que estranha ou ofensiva, certamente deve haver alguma fundamentação e, certamente também, eu posso ter dado algum motivo. Cabe ao autor da "teoria" conferir se o que pensa corresponde à realidade. Ora, se a criatura te conhece, a "teoria" tem uma grande chance de ser verdadeira embora não seja das mais agradáveis. Outrora, afirmei que era como um espelho. Pois bem, o espelho te reflete e, na maioria das vezes, não erra.
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