"George, a tartaruga gigante, tem mais uma chance para acasalar
Nas últimas duas décadas, cientistas falharam na tentativa de acasalar uma tartaruga gigante que vive em Galápagos. Agora, George, como é chamado o macho, terá uma nova chance. [...] George vivia com duas companhias de outra espécie, a Geochelone becki. Elas depositaram ovos por várias vezes - em 2008, 2009 e 2010-, mas nenhum resultou em crias." Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/864051-george-a-tartaruga-gigante-tem-mais-uma-chance-para-acasalar.shtml
Acabara de chegar da rua e de mais uma tartarugada pela nigth da floresta aparentemente apagada e fria, mas badalada. George, o grande, gostava de sua vida. Vidão por sinal. Saía com os amigos, curtia e nunca chegava em casa, cuja dona era a senhora sua mãe, antes das 3 da madrugada. Pegava todas as gatinhas tartarugas que conseguisse, ah, era "estilo namorador".
No entanto, como todos os seres vivos, os quais, sabemos, são originados de outros pré-existentes, George tinha uma mãe. Uma senhora pacata e que atribuía ao ex-marido (o qual fora comprar algo e nunca mais voltou) todos os defeitos comportamentais do filho. Lutou por uma simples moradia na floresta e seu crescido George ultimamente só lhe dava dor de cabeça. As mães de algumas fêmeas comentavam no "bairro" inteiro que não queriam suas preciosas "garotinhas" nas mãos do perigoso George.
Como dito no início, George tinha acabado de chegar de mais um de seus passeios pela madrugada. Cansado, naturalmente, entrou em casa e encontrou sua mãe com os membros e a cabeça fora do casco, o que, àquela hora, não era normal.
- O que faz acordada, mamãe?
A senhora, com as pernas cruzadas (tente imaginar) e tom de "já chega", respondeu:
- Esperava por você, George.
O gigantão sabia que quando a genitora o chamada de George e não de docinho ou coisa parecida, havia algo errado. Dessa vez, muito errado. Desabou:
- Eu não aguento mais, George! Você sai com todas as fêmeas possíveis e só me arranja má fama pela floresta.
- Mas, mãe...
- Sem mas. Não tente se justificar.
- Ah, mãe. Eu já sei me cuidar. Não preciso de seus conselhos.
- É mesmo? Tomara que você nunca encontre uma fêmea de verdade para viver e acasalar. Só assim, você vai dar valor à vida, coisa que você não sabe fazer. Igualzinho ao pai...
George deu às costas e saiu. Partiu para Galápagos, segundo seus amigos, o paraíso, e nunca mais viu sua mãe. No entanto, até hoje lembra-se do que a velha disse. Mãe é mãe.
* Personagem do teatro de bonecos de João Redondo. Em um dos textos de João (Espetáculo de Zé Relampo, gravado na residência do prof. Deífilo Gurgel, em Natal, no ano de 1987), Baltazar pergunta: " [...] praga de mãe pega?"
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